Pintura do navio Sirius, o primeiro da frota da Aliança.

76 anos conectando o Brasil

Desde 1950, quando o imigrante alemão Carl Fischer fundou a Empresa de Navegação Aliança, a empresa atravessa a história da logística brasileira, da cabotagem entre portos nacionais à expansão para a Argentina, Europa e os Estados Unidos, passando pela chegada dos contêineres.

Em 1999, a Aliança liderou a retomada da cabotagem no Brasil, renovando sua frota com navios modernos e integrando o transporte marítimo ao rodoviário de ponta a ponta.

A união com a A.P. Moller-Maersk, em 2017, ampliou essa vocação: hoje a Aliança combina o conhecimento profundo do mercado brasileiro à escala logística global da Maersk.

1950–1959

Fundação

Em 1928, aos 19 anos, o alemão Carl Fischer deixou a Alemanha rumo à América do Sul. Depois de uma breve passagem por Buenos Aires, fixou-se em Santos (SP), no Brasil. Trabalhando no Banco Germânico, teve o primeiro contato com o comércio de alimentos entre Brasil e Argentina e, a partir de 1932, passou a atuar como trader (profissional responsável pela negociação de commodities) de frutas brasileiras para o exterior. Com isso, Fischer começou a afretar espaços em navios frigoríficos e, com o crescimento dos seus negócios, passou a afretar navios inteiros e o seu próximo passo, então, foi ter os próprios navios.

Carl Fischer na capa da revista Manchete: O homem de 500 milhões de dólares.

“Sem dinheiro, mas com muitas ideias na cabeça como bagagem”

Carl Fischer, sobre sua chegada ao Brasil.

Em 27 de outubro de 1950, fundou a Empresa de Navegação Aliança. Na década de 1950, a empresa operou em duas frentes: a cabotagem (transporte marítimo de cargas entre portos de um mesmo país) em 11 portos brasileiros, do Rio Grande (RS) a Belém (PA), e o transporte de carga refrigerada entre Brasil e Argentina, com escalas eventuais no Uruguai. Em 1959, a Aliança foi designada para transportar 50% da carga refrigerada entre Brasil e Argentina. Os navios levavam banana e laranja e voltavam com carnes e maçãs argentinas.

  • Você sabia?

    O Sirius

    O primeiro navio da frota nasceu em 1882 como veleiro de três mastros, foi convertido a vapor e, mais tarde, a diesel. Equipado com porões refrigerados, navegou pela primeira vez pela Aliança em dezembro de 1951.

  • Anúncio publicitário com o rodapé da Empresa de Navegação Aliança S.A. e destaque ao Hotel Amazonas. Fonte: Jornal do Commercio (RJ), Ano 1967, ed. 302, p. 35 (Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional). (ampliar imagem)

    Anúncio publicitário com o rodapé da Empresa de Navegação Aliança S.A. e destaque ao Hotel Amazonas. Fonte: Jornal do Commercio (RJ), Ano 1967, ed. 302, p. 35 (Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional).

  • Pintura do navio Sirius, o primeiro da frota da Aliança. (ampliar imagem)

    Pintura do navio Sirius, o primeiro da frota da Aliança.

  • Anúncio de jornal do navio motor Sirius, com cargas para Recife e Cabedelo. (ampliar imagem)

    Anúncio de jornal do navio motor Sirius, com cargas para Recife e Cabedelo.

  • Anúncio de jornal do navio motor Virginia, com cargas para Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre. (ampliar imagem)

    Anúncio de jornal do navio motor Virginia, com cargas para Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre.

  • Carl Fischer na capa da revista Manchete: O homem de 500 milhões de dólares. (ampliar imagem)

    Carl Fischer na capa da revista Manchete: O homem de 500 milhões de dólares.

1960–1966

Adaptação dos Negócios

A abertura das grandes rodovias mudou o transporte de cargas no Brasil. Em 1961, a BR-116 ligou Porto Alegre a São Paulo e ao Rio de Janeiro e, em 1963, a BR-101 chegou à Bahia. O caminhão oferecia entrega porta a porta, enquanto os portos enfrentavam equipamentos obsoletos e greves frequentes, com navios esperando semanas para atracar. Com isso, as cargas começaram uma forte migração para o rodoviário. A Aliança respondeu levando sua operação de cabotagem para rotas mais longas como Manaus. Em 1962, a Empresa de Navegação Aliança já respondia por 40% do transporte refrigerado entre Brasil e Argentina.

Navio frigorífico Frigo Ásia.
 
  • Você sabia?

    Café por navios

    O Brasil sofria com falta de divisas e estaleiros. Por isso, a Aliança renovou a sua frota por meio do comércio de compensação com a Polônia, pelo qual o Brasil trocava café por navios construídos em estaleiros poloneses.

  • Você sabia?

    Primeira escala em Manaus

    Em junho de 1965, o navio Lily fez a primeira escala registrada da Aliança em Manaus (AM). Décadas depois, a cidade se tornaria um dos pilares da cabotagem da empresa.

  • Navio frigorífico Frigo Ásia. (ampliar imagem)

    Navio frigorífico Frigo Ásia.

  • Anúncio da Companhia de Navegação Aliança destacando os navios Marisa e Alcyon. Fonte: Jornal do Commercio (RJ), 1 jun. 1960, Edição 00206, página 15 (Acervo da Biblioteca Nacional / Hemeroteca Digital Brasileira). (ampliar imagem)

    Anúncio da Companhia de Navegação Aliança destacando os navios Marisa e Alcyon. Fonte: Jornal do Commercio (RJ), 1 jun. 1960, Edição 00206, página 15 (Acervo da Biblioteca Nacional / Hemeroteca Digital Brasileira).

  • Anúncio de carregamento do navio Alcyon pela Empresa de Navegação Aliança S.A. Fonte: Jornal do Commercio (RJ), Ano 1963, ed. 43, p. 16 (Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional). (ampliar imagem)

    Anúncio de carregamento do navio Alcyon pela Empresa de Navegação Aliança S.A. Fonte: Jornal do Commercio (RJ), Ano 1963, ed. 43, p. 16 (Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional).

1967–1980

Expansão rumo à Europa

Em 1967, o governo brasileiro reservou à bandeira nacional metade do comércio marítimo com o exterior. Como o Lloyd Brasileiro, importante companhia de navegação à época, não conseguia atender sozinho essa fatia, os maiores armadores privados foram convidados a dividí-la. Coube à Aliança a rota da Europa, com 25% do transporte entre Brasil e Europa. Em 1969, a empresa se tornou a maior armadora privada de navegação do país.

Navio Liner construído na Polônia.

“Com uma operação regular de quase 30 navios, a Aliança tinha, a cada dia, um navio chegando ao Brasil e outro partindo para a Europa! Tinha sempre cinco navios carregando e outros cinco descarregando em portos brasileiros e igual número em portos europeus”

Paulo Camelo, ex-diretor da Aliança.

Com o crescimento do comércio exterior durante o milagre econômico, a frota de navios da Aliança passou a ser construída em estaleiros brasileiros, a partir do navio Petrópolis, em 1968, seguido por quatro navios frigoríficos. O Rio de Janeiro se tornou o segundo maior polo de construção naval do mundo. Nos anos 1970, a frota própria reunia 5 Liners Nacionais, 3 Liners poloneses, 4 SD-14 e 4 frigoríficos.

Em 1977, a Aliança atendia mais de 42 portos na Europa e na América do Sul.

  • Você sabia?

    Um navio para todas as cargas

    Os Liners e os SD-14 eram navios multipropósito, com porões secos, porões refrigerados e tanques para granel líquido. Hoje existe um tipo de contêiner para cada necessidade. Naquela época, era o navio que se adaptava a todas elas.

  • Você sabia?

    Os nomes dos navios

    Dois dos frigoríficos que ficaram prontos em 1968 homenagearam parceiros de Carl Fischer no comércio de frutas: Rafael Lotito, a quem Fischer chamava de "el hermano", e Alberto Cocozza. Os navios que levavam seus nomes transportavam justamente frutas.

  • Seção de Avisos Marítimos destacando a linha regular da Aliança Line (Emprêsa de Navegação Aliança S.A.). Fonte: Jornal do Commercio (RJ), 8 out. 1967, p. 12 (Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional). (ampliar imagem)

    Seção de Avisos Marítimos destacando a linha regular da Aliança Line (Emprêsa de Navegação Aliança S.A.). Fonte: Jornal do Commercio (RJ), 8 out. 1967, p. 12 (Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional).

  • Inauguração do navio Maringá, em 1971, com a presença dos ministros dos Transportes e do Planejamento, do Sr. Carlos Fischer, presidente da Aliança, e do craque Pelé. (ampliar imagem)

    Inauguração do navio Maringá, em 1971, com a presença dos ministros dos Transportes e do Planejamento, do Sr. Carlos Fischer, presidente da Aliança, e do craque Pelé.

  • Anúncio de 1975 com a frota própria da Aliança: Liners, frigoríficos e SD-14. (ampliar imagem)

    Anúncio de 1975 com a frota própria da Aliança: Liners, frigoríficos e SD-14.

  • Navio frigorífico Alberto Cocozza. (ampliar imagem)

    Navio frigorífico Alberto Cocozza.

  • Anúncio da Aliança: O que fizemos? (ampliar imagem)

    Anúncio da Aliança: O que fizemos?

  • Navio Liner construído na Polônia. (ampliar imagem)

    Navio Liner construído na Polônia.

  • Anúncio institucional da Empresa de Navegação Aliança S.A. com o navio Flamengo. Fonte: Revista Maritima Brazileira (RJ), Ano 1972, ed. 191, p. 182 (Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional). (ampliar imagem)

    Anúncio institucional da Empresa de Navegação Aliança S.A. com o navio Flamengo. Fonte: Revista Maritima Brazileira (RJ), Ano 1972, ed. 191, p. 182 (Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional).

  • Anúncio da Empresa de Navegação Aliança S.A. com a programação de embarques para portos da Europa a partir de Paranaguá e Santos. (ampliar imagem)

    Anúncio da Empresa de Navegação Aliança S.A. com a programação de embarques para portos da Europa a partir de Paranaguá e Santos.

  • Ilustração do navio SD-14 Ana Luisa, da Aliança, feita por Carlos Cordeiro. (ampliar imagem)

    Ilustração do navio SD-14 Ana Luisa, da Aliança, feita por Carlos Cordeiro.

  • (ampliar imagem)

     

1981–1995

O início da conteinerização

O contêiner navegava desde 1956, mas só chegou em larga escala ao Brasil nos anos 1980. Em 1981, os primeiros contêineres da Aliança viajaram no convés de navios SD-14 adaptados. Em 1984 e 1985, chegaram os primeiros navios full-containers da empresa, o Copacabana e o Flamengo, com 1.402 TEU de capacidade cada, anunciados à época como os maiores em tráfego na América do Sul. No fim da década de 1980, os SD-14 foram convertidos a full-container e ganharam o casco azul, que se tornaria a cor oficial da frota da empresa.

Navio SD-14 da Aliança carregado com contêineres.

“Não sei quem imagina que um exportador vá colocar sequer uma saca de café dentro de um contêiner!”

Comentário ouvido nos corredores da Aliança, no início dos anos 1980.

Em 1994 e 1995, chegaram os navios Aliança Brasil e o Aliança Europa, com 2.303 TEU cada: os últimos de mais de 30 navios que a Aliança construiu em estaleiros nacionais na época.

  • Você sabia?

    Os navios do tetracampeonato mundial

    O Aliança Brasil foi entregue em 28 de julho de 1994, duas semanas depois do tetracampeonato mundial da Seleção Brasileira de Futebol. A coincidência deu ao par – Aliança Brasil e Aliança Europa – o apelido de "navios do tetra".

1990–1997

A abertura da economia brasileira

A virada da década trouxe inflação recorde e a abertura da economia brasileira. Em janeiro de 1991, a Portaria nº 7 acabou com a obrigatoriedade das conferências de frete que regiam o comércio marítimo desde 1967. Grandes armadores internacionais entraram nas rotas antes fechadas, os fretes caíram até 75% em alguns tráfegos, e muitos armadores brasileiros encerraram suas atividades.

Anúncio da Aliança em inglês para o mercado norte-americano, com doze navios para contêineres, cargas refrigeradas e granéis sólidos e líquidos.

Capitalizada para enfrentar a abertura, a Aliança buscou novos mercados. Em 1991, passou a atuar na rota com os Estados Unidos.

  • Anúncio da Aliança em inglês para o mercado norte-americano, com doze navios para contêineres, cargas refrigeradas e granéis sólidos e líquidos. (ampliar imagem)

    Anúncio da Aliança em inglês para o mercado norte-americano, com doze navios para contêineres, cargas refrigeradas e granéis sólidos e líquidos.

1998

A venda à Hamburg Süd

Em julho de 1998, a Hamburg Süd adquiriu a Empresa de Navegação Aliança, encerrando quase cinco décadas sob controle da família Fischer. Com a aquisição, a Hamburg Süd concentrou seus próprios serviços nas rotas internacionais e destinou à, agora batizada, Aliança Navegação e Logística o mercado doméstico brasileiro e o Mercosul. A decisão abriu caminho para a volta efetiva da empresa à cabotagem no ano seguinte.

A venda à Hamburg Süd
 
  • Você sabia?

    Parceiros desde 1967

    A relação entre as duas empresas começou décadas antes da aquisição. A Hamburg Süd dividia com a Aliança a conferência de fretes Brasil – Europa desde a estreia da empresa brasileira no longo curso, em 1967. A partir de 1991, as duas passaram a operar juntas no tráfego com os Estados Unidos.

1999–2012

A retomada da Cabotagem no Brasil

Com a estabilidade do Plano Real e a Lei de Modernização dos Portos, de 1993, a Aliança relançou a cabotagem em setembro de 1999. Desta vez, era um serviço dedicado e, desde o primeiro dia, integrado ao transporte rodoviário nas pontas. O serviço começou com um único navio de 600 TEU entre Rio Grande (RS), Santos (SP) e Manaus (AM). Em um único ano, o volume passou de 306 TEU para mais de 3.000 TEU por mês.

Navio Aliança Santos.

A frota de navios cresceu junto com a demanda. Navios que haviam feito história no longo curso – como o Copacabana, o Flamengo, o Aliança Brasil e o Aliança Europa – passaram a operar na cabotagem e, em 2005, os novos Aliança Manaus e Aliança Santos entraram em serviço.

Nos anos 2000, a empresa estruturou dois anéis de navegação. O primeiro era uma rota expressa entre Santos e Manaus, com escalas no Nordeste. O segundo ligava Buenos Aires, o Sul e o Sudeste aos portos nordestinos. Em 2003, a Aliança criou sua frota própria de caminhões em Manaus, integrando mar e estrada.

  • Você sabia?

    Carga nas duas pontas

    O serviço vingou porque havia carga nos dois sentidos: no Sul, arroz, papel e resina, e, em Manaus, a produção do polo eletrônico. As televisões de tubo eram o exemplo mais emblemático desse sucesso operacional via cabotagem. De tão volumosas cabiam apenas cerca de 30 unidades em cada contêiner.

  • Você sabia?

    Na dúvida, vá ao supermercado

    Uma curiosidade comercial. Para encontrar novas cargas, a equipe comercial da Aliança na época costumava ir às prateleiras dos supermercados e lia nas embalagens onde cada produto era fabricado. Assim, descobria o que vinha de longe e podia migrar para o mar.

2013–2016

A regularidade do serviço

Com a demanda crescendo, a Aliança renovou sua frota de cabotagem com uma nova geração de navios. Entre 2013 e 2014, chegaram os quatro navios da série Explorer I, com cerca de 3.800 TEU cada: Sebastião Caboto, Fernão de Magalhães, Pedro Álvares Cabral e Américo Vespúcio. Em 2015, a série Explorer II trouxe o Bartolomeu Dias e o Vicente Pinzón, com 4.848 TEU cada.

Navio da série Explorer entrando no porto.

Mais do que espaço, os Explorers trouxeram homogeneidade: pela primeira vez, cada semana da rotação contava com um navio de capacidade semelhante. Com mais previsibilidade e capacidade, a migração de cargas das estradas para o mar ganhou ritmo. Segundo a ABAC (Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem), a cabotagem brasileira cresceu 12% em 2017, 8% em 2018 e 16% em 2019.

  • Você sabia?

    O navio da semana

    A cabotagem havia renascido sob a Lei de Modernização dos Portos, mas a maioria dos portos seguia pública, com atracação por ordem de chegada. Um fator mudou isso: a modernização e a profissionalização dos terminais em Fortaleza (CE), Recife (PE), Santos (SP) e Manaus (AM). Com isso, "um navio por semana" virou "um navio sempre no mesmo dia da semana", com janela de atracação definida. A indústria pôde, então, organizar estoques e produção em torno da cabotagem.

2017–2024

Integração à A.P. Moller – Maersk

Em 2017, a A.P. Moller - Maersk adquiriu globalmente a Hamburg Süd e, com isso, a Aliança passou a integrar um dos maiores grupos de logística integrada e transporte marítimo do mundo, mantendo o seu foco no mercado brasileiro.

Navios da Maersk e da Aliança no porto.

A integração representou um encontro de estratégias complementares. Em 2016, a Maersk havia anunciado sua transformação em uma integradora logística global, ampliando sua atuação para oferecer soluções de ponta a ponta aos clientes. Para a Aliança, esse movimento reforçava uma visão já adotada desde o relançamento da cabotagem em 1999: o transporte marítimo gera mais valor quando conectado a toda a cadeia logística, do porto à porta do cliente.

A partir dessa integração, a estrutura logística da Aliança ganhou escala. O grupo ampliou sua frota terrestre, passando a contar com mais 113 cavalos mecânicos e 222 carretas, além de operações rodoviárias próprias em Pernambuco, Bahia e Santa Catarina. Novos armazéns foram incorporados à operação, incluindo as unidades de Cajamar (SP) e Cabo de Santo Agostinho (PE), enquanto torres de controle passaram a monitorar, em tempo real, toda a movimentação terrestre.

Com o fim dos acordos marítimos bilaterais do Brasil com Chile e Argentina, em 2020 e 2021, a Aliança encerrou sua atuação no Mercosul e passou a concentrar sua operação exclusivamente no mercado brasileiro, com foco na cabotagem e na logística integrada porta a porta. A mudança encerrou uma presença histórica na Argentina, iniciada nos primeiros anos da empresa com o transporte refrigerado entre os dois países.

  • Você sabia?

    O país descobre a cabotagem

    Em 2018, a greve nacional dos caminhoneiros paralisou as estradas brasileiras e colocou a cabotagem nas discussões logísticas do país. Empresas que nunca haviam utilizado o transporte marítimo doméstico passaram a buscar alternativas para manter suas cadeias de suprimentos em funcionamento e encontraram na Aliança um serviço regular já estabelecido, capaz de conectar diferentes regiões do Brasil com previsibilidade e segurança.

  • Você sabia?

    De volta aos estaleiros brasileiros

    Por mais de três décadas, as docagens da frota ocorreram fora do país. Em 2023, a Aliança voltou a realizar a manutenção programada e as modernizações de seus navios em território nacional, no Estaleiro Atlântico Sul, em Suape (PE), retomando uma tradição histórica de relacionamento com a indústria naval brasileira.

Atualidade

Conectando o Brasil de ponta a ponta

Desde 1950, a Aliança Navegação e Logística conecta o Brasil por meio da cabotagem e de soluções logísticas integradas porta a porta. Com frota própria de 8 navios e 200 caminhões, parceiros ferroviários e fluviais e mais de 72 mil m² de armazéns, a empresa reúne hoje transporte, armazenagem e gestão da carga em um único ponto de contato.

Navio Vicente Pinzón, da frota atual da Aliança.

Com duas torres de controle, monitora mais de mil movimentações terrestres por dia em todo o país, garantindo visibilidade, controle e gestão. Ferramentas digitais complementam essa operação: o Portal da Cabotagem, o Portal Cotação e o Captain Peter, assistente virtual que acompanha em tempo real a temperatura e umidade dos contêineres refrigerados.

Hoje, com mais de 850 colaboradores e 10 escritórios espalhados por todo o Brasil, a Aliança opera 3 anéis de navegação que conectam mais de 14 portos e atende cerca de 2 mil clientes em mais de 660 cidades brasileiras. Como parte da A.P. Moller-Maersk, une o conhecimento profundo do mercado brasileiro à força de uma grande potência global em logística integrada.

Navio Fernão de Magalhães, da frota da Aliança.

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