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Nossa visão do panorama brasileiro no setor de logística e infraestrutura

Artigo

A crise sanitária causada pela COVID-19 trouxe forte impacto ao setor de serviços, com o fechamento temporário de comércios, lojas, bares e restaurantes – alguns desses de forma permanente, aumentando o índice de desemprego no país e impactando o consumo das famílias.

Por outro lado, o isolamento social impulsionou fortemente o avanço no que tange às soluções digitais e de e-commerce, atendimento remoto e, principalmente, a evolução da logística para atender tamanho crescimento nos pedidos on-line.

O auxílio monetário, oferecido em 2020 pelo Governo Federal, representou forte alento à população mais vulnerável e significativo incremento à atividade econômica no terceiro trimestre, mostrando que a população tem forte ímpeto consumidor. O inesperado e súbito aumento no consumo das famílias ocasionou ruptura nas cadeias de suprimento mundiais, não sendo diferente no Brasil.  Houve falta de materiais básicos e sensível aumento na pressão inflacionária, agravado pela escalada dos preços internacionais do petróleo, commodities minerais e agrícolas, reforçado pela desvalorização da moeda nacional.

O resultado desse cenário foi uma retração de 4.1% no PIB brasileiro em 2020. Os desafios para 2021 são muitos, bem como o potencial de melhora: a expectativa para o ano é de expansão de 3.7%, de acordo com a OCDE. Apesar do número positivo, ainda deveremos terminar 2021 com atividade econômica inferior ao ano de 2019.

Há no horizonte a esperança da vacinação em massa, que permitiria a reabertura do setor de serviços, principal gerador de empregos no Brasil. Ao mesmo tempo, o Governo Federal prepara, para o mês de abril, um novo pacote de auxílio aos mais vulneráveis, respeitando o teto de gastos, com potencial impacto positivo nos setores de alimentos, higiene e limpeza, consumo discricionário e materiais de construção.

Também há, por parte do Governo Federal, a perspectiva de muitas entregas importantes no setor de infraestrutura. São mais de 50 concessões que totalizam algo em torno de R$137,5 bilhões em investimentos: são 23 aeroportos, 17 terminais portuários, duas ferrovias (FIOL e Ferrogrão), uma renovação antecipada, e 11 novas rodovias.

É nesse contexto que a Aliança vem se preparando para assumir uma nova posição dentro do mercado de logística no Brasil. Atual líder em logística integrada por cabotagem no país, a empresa tem investimentos programados em terra, para ampliar o escopo de serviços, assim como em novos sistemas que trarão mais eficiência, visibilidade e simplicidade à cadeia logística de seus clientes.

Em conjunto com a Maersk, maior empresa de transporte marítimo do mundo, à qual a Aliança pertence, o objetivo para 2021 passa pelo desenvolvimento de terminais e armazéns em localizações estratégicas no Brasil, a ampliação da capacidade de armazenamento e distribuição, bem como a expansão no setor de “Cold Chain”, ou seja, na cadeia logística de produtos frigorificados.

“Sabemos que logística bem feita e eficiente não é assunto simples. É um setor fragmentado e com grandes complexidades, intrínsecas      e extrínsecas. A Aliança se preparou para combater essas complexidades com excelência operacional, através de pontualidade e regularidade, processos mais eficientes, informações precisas e facilmente disponíveis. Ao lidar com todas as etapas, desde a contratação, armazenagem, até o transporte propriamente dito, queremos democratizar o acesso a um serviço completo e eficiente para qualquer empresa, independente do setor ou tamanho” diz Marcus Voloch, Diretor Executivo da Aliança.

“Além disso”, completa Marcus, “temos uma função social em nosso país: o transporte multimodal end-to-end por cabotagem que é mais eficiente do que o puro-rodoviário, seja pela questão ambiental, ao apresentar menos emissões de gases nocivos, como pelo aspecto econômico, já que o valor do frete é mais competitivo. Ao utilizar a logística integrada, incluindo a cabotagem, nossos clientes conseguem posicionar seus produtos em mercados remotos com preços competitivos, gerando novas oportunidades e, até mesmo, diminuindo a pressão inflacionária, já que gastos logísticos são um importante componente de custos das mercadorias”.

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