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Açaí, de ponta a ponta do Brasil

Artigo

Conta-se uma lenda indígena que, há muito tempo, existia uma tribo muito grande e importante. Com o aumento da população, os alimentos começaram a ficar escassos e, a fim de garantir alimento aos mais velhos, o cacique decretou a morte de todos os recém-nascidos, inclusive de sua própria neta, filha de sua filha, Iaçã. Em uma noite, Iaçã ouviu o choro de sua filha proveniente dos pés de uma palmeira. Ao chegar ao local e não encontrar ninguém, chorou por horas, sendo encontrada sem vida no dia seguinte. Seus olhos fitavam o alto da palmeira, que estava cheia de pequenos frutos escuros, suficientes para alimentar a todos e revogar a ordem de assassinar os recém-nascidos. Por esse motivo, o cacique batizou a fruta da palmeira de açaí, o nome de sua filha ao contrário.

Essa é a história de um dos mais importantes produtos do extrativismo brasileiro. A princípio, o valor econômico central do açaizeiro era o palmito resultante de sua palmeira. A partir de 1990, porém, impulsionado pelo crescimento da cultura fitness, o fruto do açaí começou a ganhar popularidade e status, com suas propriedades antioxidantes, seu alto teor energético e presença de “gordura boa”, que diminui o colesterol, em sua composição. Essa popularização do consumo do fruto, tanto no Brasil, quanto no exterior, gerou um aumento da produção de açaí dos últimos anos, que também se deve a uma combinação entre o aumento de áreas cultivadas, áreas manejadas, extrativas e do uso de técnicas de manejo que propiciam o aumento da produtividade.

O estado que ganha destaque como maior produtor de açaí no Brasil é o Pará. De acordo com o Sindicato das Indústrias de Frutas e Derivados (SINDFRUTAS), o estado possui quase 50 empresas que comercializam o fruto para outros lugares do Brasil, chegando a mais de 1,2 milhão de toneladas do fruto por ano. Amazonas, Acre, Amapá, Roraima, Bahia, Rondônia e Maranhão são os outros estados produtores de açaí, embora em menor quantidade. Em relação aos municípios, Igarapé-Miri (PA) é o maior produtor nacional, com 21% da produção do país. Os estados do Pará e Amazonas também concentram as principais indústrias de açaí no Brasil.

O período de safra do açaí é diferente em cada região do país, o que nos proporciona acesso ao fruto por praticamente todo o ano. No Pará, principal produtor, a safra começa em agosto e vai até novembro. No estuário amazônico, o pico de produção ocorre em julho e agosto. Já no Amazonas, a safra estende-se de dezembro a maio. Nos demais estados, as safras são menores. No Acre, temos produção ao longo de todo ano, pois quando acaba a produção em terra-firme, de janeiro a junho, se inicia a várzea, de agosto a dezembro. No Amapá e no Maranhão, a safra acontece durante o primeiro semestre, no período de chuvas.

Os principais consumidores de açaí, fora da região norte, são os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, respectivamente. Na região sudeste, o açaí é frequentemente consumido em forma de sobremesa, acompanhado de sorvete e frutas. Já na região norte, o creme da fruta costuma ser utilizado em pratos salgados, servindo de molho principalmente para peixe e frango. Também é comum o consumo junto à tapioca, outro prato típico do local.

De norte a sul do país, o transporte de açaí requer cuidados especiais. Com a Aliança a solução logística do açaí se torna mais econômica e segura por meio de containers que armazenam mercadorias de -40ºC a +30ºC. Tudo isso somado a tecnologia de atmosfera controlada e modificada, especialmente para o transporte de frutas e vegetais

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