Troca de combustíveis no Chile
Trocade Combustiveis no Chile: Juntos para maior sustentabilidade
Em cooperação com nosso cliente Electrolux, um dos fabricantes líderes mundiais de eletrodomésticos, iniciamos, na primavera de 2017, um projeto piloto para a redução de emissões de dióxidos de enxofre. O dióxido de enxofre pode contribuir, entre outros, para a poluição do solo e para doenças respiratórias. A chave para a redução das emissões está na troca do combustível padrão óleo pesado (HFO) para o gasóleo de qualidade superior (MGO). O projeto comprova: Quando expedidores e companhia de navegação cooperam, podem ser implantadas medidas para maior sustentabilidade que ultrapassam as exigências legais mínimas.

Combustível com baixo teor de enxofre é empregado até hoje na navegação comercial principalmente em regiões de navegação especial identificadas, as Emission Control Areas — no Mar do Norte e do Leste e nas costas dos EUA ou do Canadá, onde valem valores limites mais rígidos para o teor de enxofre. Pois, enquanto o gasóleo marítimo possibilita uma redução significativa das emissões de dióxidos de enxofre, ele é substancialmente mais caro que o óleo pesado convencional — no período do relatório, a diferença de preços era de mais de 60 por cento em média. Por mais desejável que seja esta solução sustentável, o uso do MGO também precisa ser economicamente justificável. Em nosso projeto com a Electrolux, ambas as partes — companhia de navegação e cliente — aceitaram despesas adicionais em prol de um pouco mais de sustentabilidade.

A ideia do engajamento comum nasceu em um grupo de trabalho do Clean Cargo Working Group (CCWG), de que tanto a Electrolux quanto a Hamburg Süd são membros há muitos anos. O CCWG é uma junção entre companhias de navegação, expedidores e fabricantes de marcas líderes, que se colocaram como objetivo minimizar impactos negativos no meio ambiente por parte do transporte de mercadorias mundial e promover um transporte responsável. O desenvolvimento da ideia foi, então, trabalho em equipe: Além da Electrolux, diversos departamentos da Hamburg Süd estiveram envolvidos, da operação do navio até compras.

O projeto piloto foi implantado com o tempo de ancoragem do navio “Santa Clara” da Hamburg Süd (7.154 TEU) no porto chileno de Iquique de 1º até 2º de março de 2017. Para a operação das máquinas auxiliares e dos boilers, foi feita a mudança de HFO para MGO. Este último contém substancialmente menos enxofre, de forma que foram poupados mais de 98 por cento das emissões de dióxido de enxofre durante a estadia no porto. No ano de 2018, o “Santa Catarina” (7.114 TEU), durante a sua estadia em Manzanillo (Mexiko), Callao (Peru), bem como em Iquique e Puerto Angamos (Chile) entre 11 e 24 de março utilizou voluntariamente, ao invés de HFO, o MGO, mais limpo, para operar motores auxiliares. Por conta do teor claramente menor de enxofre no gasóleo, as emissões de dióxido de enxofre são reduzidas, para a carga da Electrolux considerada, em mais de 95 por cento.

No âmbito de sua estratégia de sustentabilidade “For the Better”, a Electrolux se concentrou, com vistas aos transportadores de contêineres em sua cadeia de fornecimento, à redução das emissões de CO2. A redução de dióxidos de enxofre nos portos sem regulamentações correspondentes será, agora, o próximo passo. A inovação do projeto não está na troca de combustíveis em si, mas sobretudo no fato de ambas as partes aceitarem despesas e custos maiores, para estruturar a cadeia de geração de valor com maior sustentabilidade e responsabilidade ambiental.